Duas equipas atingem a Final, duas equipas do Porto, do Distrito do Porto. Quer queiram quer nao é no Norte que ela fica, de preferencia a aguardar vez para entrar no nosso futuro museu. Nao temos El Comandante mas tambem nao o tivemos noutras alturas importantes desta época, por isso, so exijo rigor, empenho e entrega absoluta.
Há festa, como sempre, mas no fim que se festeje na Baixa.
Convém salientar que o FC Porto iniciou o jogo com 3 estrangeiros apenas, Mlynarczyk, Celso e Madjer. No decorrer do jogo entraram ainda Frasco e Juary.
Apesar de já ter estado numa final europeia, em 1984, o Porto não era uma equipa da alta-roda europeia e o Bayern era um colosso. Ainda por cima, o Prater estava lotado com adeptos alemães.
Ao intervalo, o Artur Jorge fez uma lavagem ao cérebro dos jogadores e o Porto surge transfigurado, começa a acreditar que era possível virar o jogo. E depois houve aqueles momentos mágicos, que todos os portugueses se lembram: o golo de calcanhar do Madjer (77 minutos) e o do Juary (79), que sentenciou a partida. Acaba por ser quase uma injustiça fazer destaques individuais, tal era a categoria da equipa, porventura a última equipa de nível mundial que Portugal produziu antes o Porto de José Mourinho, 16 anos mais tarde
Aquilo foi uma autêntica loucura. Era um clima mais intimista, havia uma outra relação entre as pessoas, havia menos concorrência. Lembro-me que éramos todos das mesmas cores: azul-e-branco. Depois da vitória, as pessoas choraram, gritaram foi indescritível, depois deste grande dia a Europa ficou a conhecer o "fogo do Dragão"...
Era miúdo mas lembro-me perfeitamente deste jogo...foi uma festa em todo o país...outros tempos...
Obrigado Madjer, Juari, André, J. Pinto e todos os outros...vocês foram os pioneiros...
Um jogo para a festa, as despedidas do Dragao, um jogo para mais uma vez, se gritar pelo Tetra Campeao, estou longe como sabem, nao posso assistir in loco mas posso torcer e muito!
Espera-se um jogo de festa, descontraido, o Tetra é nosso, o Braga pode ascender ao 4° lugar mas além disso pouco mais se joga.
Jogar para ganhar é sempre o que se pede nesta casa!
Ai está, um exemplo de profissionalismo apesar do dever cumprido.
Jesualdo igualou o recorde de António Oliveira, 11 vitórias consecutivas fora de casa estao a calar as bocas que no inicio falaram com o mister portista, a minha inclusive... O Porto jogou como se estivesse a procura do Tetra ainda, arrojado, trabalhador, um ritmo de jogo demasiado intenso para um Trofense a fazer as despedidas da Liga principal. Foi demais para a Trofa, 4 golos repartidos pelos dois pontas de lanca de servico, Lisandro e Farías, este ultimo tem marcado bastantes vezes, pergunto-me se tivesse jogado mais como seria...
Enfim, o Porto passeou classe e as faixas do Tetra pela Trofa...